Prova prática
Vale 70% da nota (14 valores em 20) e tem duas componentes: a prova virtual (5 vídeos) e a prova laboratorial presencial, de 20–25 minutos.
Grelhas de avaliação
As grelhas usadas na avaliação prática servem também para a autoavaliação dos vídeos:
- Grelhas I — exame geral, urinário, dermatológico, oftalmológicoPDF
- Grelhas II — locomotor, neurológico, digestivo, respiratório, cardiovascularPDF
Prova laboratorial presencial
Decorre em duas semanas, no fim do semestre, no laboratório de Semiologia Médica, no horário afixado pelo Conselho Pedagógico e na turma em que o aluno está inscrito.
- Prova prática: numa das semanas, o aluno faz a sua prova.
- Metacognição: na outra semana, faz as avaliações metacognitivas, no horário e local da aula prática da sua turma.
Porquê uma prova laboratorial deste tipo?PDF
Partes da prova
- Consulta de pequenos animais perante um hipotético tutor
- avaliação de um possível estado de emergência e da possível agressividade do animal;
- anamnese geral (escrita);
- exame clínico geral breve;
- anamnese dirigida (oral) e exames dirigidos (p. ex., cardiovascular, oftalmológico).
- Realização de procedimentos
- Realização de contenções
As listas de procedimentos e contenções estão em Procedimentos e contençõesPDF.
Objetivos tipo A. Definidos pelo docente para cada parte da matéria, são objetivos prioritários e imprescindíveis. Uma falha no seu conhecimento ou aplicação é suficiente para reprovar no exame.
Época de recurso: nas datas e locais definidos no início do ano pelo Conselho Pedagógico.
Aprendizagem cooperativa: interdependência positiva
A partir da primeira semana de aulas, os alunos organizam-se em grupos de 2 a 3 elementos, que trabalham em equipa para garantir que todos os membros do grupo são aprovados. Recomenda-se que os membros se reúnam e se avaliem mutuamente e que, sempre que possível, trabalhem juntos nas aulas práticas.
Tutoria: sempre que possível, o docente reúne-se com cada grupo para acompanhar o progresso do trabalho colaborativo. Se ninguém apresentar objeções até 3 de outubro, a composição do grupo torna-se definitiva.
Como se calcula
Aplica-se apenas à componente prática. Cada aluno é avaliado individualmente e depois aplica-se a regra do grupo — como numa corrida de estafetas:
- Se todo o grupo for aprovado, cada membro recebe +3 valores na nota da prova.
- Se algum membro reprovar, os aprovados perdem 50% da diferença entre a sua nota e 10. Quem teve mais nota perde mais, porque tinha mais conhecimento e, por isso, mais responsabilidade em transmiti-lo.
| Grupo | Aluno | Nota individual | Sem interdependência | Com interdependência |
|---|---|---|---|---|
| Grupo 1 | Aluno A | Reprovado | Reprovado | Reprovado |
| Aluno C | 18 | 18 | 14 18 − (18 − 10) × 50% | |
| Grupo 2 | Aluno A | 12 | 12 | 15 12 + 3 |
| Aluno C | 16 | 16 | 19 16 + 3 |
Outro exemplo: um aluno com 19 num grupo com um reprovado perde (19 − 10) × 50% = 4,5 valores.
- Para beneficiar do bónus é preciso ter pelo menos 60% em todos os componentes da parte prática.
- Na época de recurso não há interdependência, exceto se todos os membros do grupo a pedirem por escrito.
Casos especiais
- Alunos com estatuto especial e repetentes: integram um grupo normal. Se o pedirem ao docente, funcionam como alunos individuais neutros, sem correção (nem penalizados, nem bonificados).
- Grupos com alunos em épocas diferentes (normal e recurso): há interdependência entre as duas épocas se o grupo o pedir ao docente.
Regras para aprender a trabalhar em equipa
- Definir objetivos claros, por escrito (p. ex., dois dias, duas horas por dia, e gravar tudo no prazo de uma semana).
- Definir canais de comunicação (p. ex., um café todas as semanas às 14:00; WhatsApp para avisar atrasos).
- Definir responsabilidades (ser pontual, trazer o cão e o telemóvel, reservar a sala, estudar duas horas por semana).
- Ouvir a opinião de todos.
- Tomar decisões em grupo.
- Valorizar o trabalho em equipa: porque é importante trabalhar assim, o que ganhamos, o que perdemos, como celebramos as vitórias do grupo.
Provas metacognitivas
A metacognição foi definida por John Flavell (Universidade de Stanford), nos anos 70, como o conhecimento que as pessoas têm dos seus próprios processos cognitivos e a capacidade de os controlar — monitorizando, organizando e modificando-os — para atingir objetivos concretos. Por outras palavras, é a capacidade de refletir sobre uma tarefa e escolher sozinho o melhor método para a resolver.
Uma forma de reconhecer a capacidade metacognitiva é a avaliação pelos pares: o aluno avalia (certo/errado) segundo os seus critérios, que são depois validados com o critério de um profissional mais experiente (o professor). É uma forma indireta de validar o seu modo de aprender.
- Os alunos assistem às provas laboratoriais dos colegas da turma.
- É obrigatório um mínimo de 5 avaliações metacognitivas para obter aprovação.
Se um profissional não sabe reconhecer o que faz mal, não pode procurar uma solução, porque nem sequer se apercebe de que existe um problema. Nesta UC, a metacognição é a capacidade de reconhecer o que não está a ser feito da forma adequada — segundo a taxonomia de Bloom, um dos níveis mais elevados de aprendizagem.
Nos inquéritos feitos aos alunos ao longo dos anos, este sistema de exames públicos com grelhas é reconhecido como uma ferramenta de aprendizagem importante: vídeo de apresentaçãoVídeo e documentaçãoPDF (11.ª JVIPC).