Semiologia Médica de Animais de CompanhiaMIMV · 3.º ano · 2026/27 · ICBAS – Universidade do Porto
Avaliação

Prova prática

Vale 70% da nota (14 valores em 20) e tem duas componentes: a prova virtual (5 vídeos) e a prova laboratorial presencial, de 20–25 minutos.

Grelhas de avaliação

As grelhas usadas na avaliação prática servem também para a autoavaliação dos vídeos:

Prova laboratorial presencial

Decorre em duas semanas, no fim do semestre, no laboratório de Semiologia Médica, no horário afixado pelo Conselho Pedagógico e na turma em que o aluno está inscrito.

Porquê uma prova laboratorial deste tipo?PDF

Partes da prova

  1. Consulta de pequenos animais perante um hipotético tutor
    • avaliação de um possível estado de emergência e da possível agressividade do animal;
    • anamnese geral (escrita);
    • exame clínico geral breve;
    • anamnese dirigida (oral) e exames dirigidos (p. ex., cardiovascular, oftalmológico).
  2. Realização de procedimentos
  3. Realização de contenções

As listas de procedimentos e contenções estão em Procedimentos e contençõesPDF.

Objetivos tipo A. Definidos pelo docente para cada parte da matéria, são objetivos prioritários e imprescindíveis. Uma falha no seu conhecimento ou aplicação é suficiente para reprovar no exame.

Época de recurso: nas datas e locais definidos no início do ano pelo Conselho Pedagógico.

Aprendizagem cooperativa: interdependência positiva

A partir da primeira semana de aulas, os alunos organizam-se em grupos de 2 a 3 elementos, que trabalham em equipa para garantir que todos os membros do grupo são aprovados. Recomenda-se que os membros se reúnam e se avaliem mutuamente e que, sempre que possível, trabalhem juntos nas aulas práticas.

Tutoria: sempre que possível, o docente reúne-se com cada grupo para acompanhar o progresso do trabalho colaborativo. Se ninguém apresentar objeções até 3 de outubro, a composição do grupo torna-se definitiva.

Como se calcula

Aplica-se apenas à componente prática. Cada aluno é avaliado individualmente e depois aplica-se a regra do grupo — como numa corrida de estafetas:

GrupoAlunoNota individualSem interdependênciaCom interdependência
Grupo 1Aluno AReprovadoReprovadoReprovado
Aluno C181814  18 − (18 − 10) × 50%
Grupo 2Aluno A121215  12 + 3
Aluno C161619  16 + 3

Outro exemplo: um aluno com 19 num grupo com um reprovado perde (19 − 10) × 50% = 4,5 valores.

Casos especiais

Regras para aprender a trabalhar em equipa

Provas metacognitivas

A metacognição foi definida por John Flavell (Universidade de Stanford), nos anos 70, como o conhecimento que as pessoas têm dos seus próprios processos cognitivos e a capacidade de os controlar — monitorizando, organizando e modificando-os — para atingir objetivos concretos. Por outras palavras, é a capacidade de refletir sobre uma tarefa e escolher sozinho o melhor método para a resolver.

Uma forma de reconhecer a capacidade metacognitiva é a avaliação pelos pares: o aluno avalia (certo/errado) segundo os seus critérios, que são depois validados com o critério de um profissional mais experiente (o professor). É uma forma indireta de validar o seu modo de aprender.

Se um profissional não sabe reconhecer o que faz mal, não pode procurar uma solução, porque nem sequer se apercebe de que existe um problema. Nesta UC, a metacognição é a capacidade de reconhecer o que não está a ser feito da forma adequada — segundo a taxonomia de Bloom, um dos níveis mais elevados de aprendizagem.

Nos inquéritos feitos aos alunos ao longo dos anos, este sistema de exames públicos com grelhas é reconhecido como uma ferramenta de aprendizagem importante: vídeo de apresentaçãoVídeo e documentaçãoPDF (11.ª JVIPC).